O que persistentemente
não morre
não morre
tem a força
da Tua vida
e me obriga
a lutar para matar
ou a me entregar
à convivência
insana com o que
insiste em me rodear.
Como a cobra
que não cede
à violência
que a fere,
a emoção
me toma
- tremor e águas -
quando ouço
o eco da voz
que me feriu.
Porque Tu me fizeste
a Teu modo
e o Teu modo nunca encerra o amor.