Olhei para trás com calma e amor
e percebi uma dor antiga.
Era como uma moléstia tão
conhecida e próxima que se fizera parte minha.
Mas não era.
Era um nódulo de cor fosca e estranha
à cor que é a minha.
Passei a mão com força.
Retirei de mim o quase tumor que me feria como uma pedra.
Arrancou um pedaço,
mas me contive em mim.
Da ferida fiz uma janela
e chamei por Ti.
Vem, Amor perene,
vem iluminar meu mundo
para que eu seja apenas mais uma sua janela.
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