Atravesso
a fenda cada vez mais estreita
que me leva a um centro
que já nem sei
se é em mim
ou num vasto espaço que desconheço.
A passagem me aperta
e me expande em sopro
e cheiro e
o ar molhado
me nutre as narinas.
O que sou se condensa
num ato só: respirar
pulsar -
expandir contrair
contrair expandir
cheirar exalar.
O cheiro é
alucinadamente bom.
Alucinada, desejo
e o desejo exala de mim.
Contraio, atraio,
me entrego.
O ar que entra e sai
é o Teu sopro,
Amor.
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