Encontrei a pedra
que tinha sumido
que tinha sumido
e que julgava perdida de mim.
O coração despedaçou
no meio do meu peito.
O pranto sobreveio
e me cegou de tudo.
Molhada
de lágrima e sal
e sol
me desentendi assim.
Mas Tu não me deixaste
e me fizeste de novo
aquelas cócegas que me põem
a rir sem fim.
Então vi:
o desejo inteiro
que desabrochou em mim
vai desaguar no mesmo vaso
em que eu estava antes
e que tinha sido estraçalhado.
O desejo novo
vai moldá-lo mais uma vez
e agora será tão grande
e plástico
que me envolverá
sem medo.
Tu me transformaste,
Amor móbile,
para que eu pudesse voltar
ao mesmo ponto e chamá-lo
outra vez de
começo.
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