Não sei diferenciar,
Amor que clareia,
Amor que clareia,
entre as chibatadas que são minhas
e as que são de todas as mulheres.
Minha carne sangra
e choro
e não sei
se me penitencio
ou se saio em luta e grito
por todas nós.
Sou falha como um ser humano,
mas sou punida como um ser menor.
O ser menor é o menos amado.
O Teu Amor,
minha Mãe querida,
há de ter força em dobro
para curar as feridas do desamor.
Há de ser como um sangue
novo a alargar as veias
maltratadas.
Há de ser como um colo
que acalanta sem rancor.
Há de ser como o Sopro
que recobre o mundo
e nada deixa de fora.
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