Num canto de mim
tem uma água turva
em que luz nenhuma penetra.
Canto sem vida
onde o amor não brota.
Água turva que me fere a alma
e derrama tristeza
em tudo em torno.
Não há cuidado
capaz de transformar em luz
o que insiste em turbidez.
Clamo por Teu sopro,
Amor que consola,
para que o leve tremor
que tem início na poça turva
não me aniquile em mim.
Clamo por Ti,
Amor que me faz transparência,
quando absolutamente
nada consigo enxergar.
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