é hora de dormir, mas não consigo
você me importuna, me alegra, me revive
meu corpo arde, mas não é desejo
é alegria em cada célula
prazer que se desdobra
no sorriso que força meu rosto
que finge tentar dormir
é hora de dormir,
mas você não me deixa
povoa meu corpo como água
que penetra a esponja nua
eu toda penetrada de você
por dentro, por fora,
na carne, no rosto
como dormir nessa alegria?
como negar a sua entrada,
se te quero tanto?
durmo enfim com você em mim
e quando acordo sou nova outra vez
(Outubro de 2020)
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