Talvez eu morra,
talvez desapareçamos todos
talvez desapareçamos todos
do chão da Terra
que não soubemos cultivar.
Talvez não haja para nós
descanso algum
e Tua ira nos desaloje
permanentemente
do sossego dos Teus braços,
Amor que exige.
Mas não me engano.
Sigo olhando fixamente
para o Teu coração
que me chama e me alerta.
Meu desejo recém exposto
em explosão incontida
é todo Teu,
Amor ciumento.
E o que desejo junto a Ti
é seguir aprendendo Teus gestos.
Quero dançar contigo,
Amor,
e doar meus olhos
para que Tu possas
mais espalhar o Teu olhar
sobre o mundo.
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