Eu e elas
olhamos para a frente
e o que vemos é o Teu mundo,
Amor que acompanha.
Uma delas corre e tenta
pegar o bichinho que voa.
A outra corre atrás
enquanto sigo olhando.
Eu e elas
sentimos a brisa
que é o Teu hálito,
Amor que importuna.
Me arrepio como
ao sentir os lábios
finos do homem em minha pele.
O Teu hálito desperta assim o desejo em mim.
O menino-anjo
está já tão longe que quase não o sinto.
Mas o desejo renovado
me põe em alerta e choro
pelos mínimos fragmentos de dor
dos Teus filhos,
Amor que comove.
Me toma -
a mim que sou apenas uma Tua filha-irmã.
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