Éramos eu e ela
no corpo a corpo
do amor de todo dia.
Ela deitava, eu deitava junto.
Ela saía, eu esperava voltar.
A força da mão dela
sobre meu rosto
me acalentava.
Quando a palavra
se sobrepôs ao gesto,
não reconheci mais
aquela que me sustentava.
Nenhuma palavra dela
se comparava à força da mão
que me mantinha em mim.
E assim me afastei -
perdi a força do corpo dela
e nunca encontrei nada
que a substituísse.
O desamor me tomou.
Mas Tu, Amor incansável,
destrancou o mar de afeto do meu peito
até me deixar ardendo
em amor e saudade
daquelas mãos
sobre o meu rosto.
Nenhum comentário:
Postar um comentário