quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Corpo que ama

Éramos eu e ela
no corpo a corpo 
do amor de todo dia.
Ela deitava, eu deitava junto.
Ela saía, eu esperava voltar.
A força da mão dela
sobre meu rosto
me acalentava.

Quando a palavra 
se sobrepôs ao gesto,
não reconheci mais
aquela que me sustentava.
Nenhuma palavra dela
se comparava à força da mão
que me mantinha em mim.

E assim me afastei -
perdi a força do corpo dela
e nunca encontrei nada
que a substituísse.

O desamor me tomou.
Mas Tu, Amor incansável,
destrancou o mar de afeto do meu peito
até me deixar ardendo 
em amor e saudade
daquelas mãos 
sobre o meu rosto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Amigo

O que sei do Deus  é o calor da sua companhia. Transcendência que me acompanha no chão da vida, tecendo comigo a história que é o que sou. O...